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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

fotocinário VI














Azul: adjetivo, grau normal – Tonalidade do espectro solar que se obtém pela sobreposição dos pigmentos ciano e magenta. Cor do céu e do mar. Parte do mundo necessária à compreensão do cor-de-laranja do sol-posto, do castanho da terra e do branco da praia. Condição de quem está triste e inverniço. Sentimento de querer só casa e escuro e silêncio. Paisagem de horizonte largo e sossego que se faz por dentro. Abraço.

raquel patriarca
catorze.janeiro.doismilecatorze

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

fotocionário V: triénio

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triénio: s.m. – período cronológico ou medida de tempo equivalente a três anos. mil e noventa e cinco dias. vinte e seis mil, duzentas e oitenta horas. marco temporal que atingiu o meu blankbluebook desde o passado dia nove.
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r.p.
onze.janeiro.doismileonze
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terça-feira, 1 de junho de 2010

dia mundial da criança ou fotocionário IV


criança: s. f. – deriva de cria e de criação. menino ou menina no período da infância. pessoa estouvada, sem juízo e sem preocupações. pessoa pequenina que não devia ser possível que sofresse. entidade física de perfeição absoluta. alma de genuína bondade, inabalável resistência e imbatível alegria. criatura feliz a quem o mundo ainda não arrancou os sonhos e as ilusões de beleza e justiça; que acredita na possibilidade da mudança e na promessa do futuro. aquele que dorme.
raquel patriarca
um.junho.doismiledez

sexta-feira, 19 de março de 2010

pai ou fotocionário III ou escrever no dia do pai


pai: s. m. – do latim patre, também chamado de progenitor , genitor ou gerador. é a figura masculina de uma família que tenha um ou mais filhos e assume o primeiro grau de uma linha ascendente de parentesco. pessoa dita adulta altamente relevante na vida das crias, cujas principais funções assumem âmbitos diversos e tarefas de incalculável importância como montar legos, receber abraços à chegada a casa, afugentar pesadelos à noite, ensinar a subir às árvores e a andar de bicicleta, ajudar a esconder segredos da mãe, fazer cócegas e lutar com almofadas, sorrir todas as manhãs, castigar as asneiras e perdoar asneiras. cabe-lhe ainda, por imperativo genético, a guarda da confiança absoluta, o ministério da validação suprema e o exercício do orgulho baboso em todos os momentos do percurso existencial dos filhos e filhas. aquele que, no fim do seu percurso, possa atingir o patamar onde os filhos – voluntariamente – entreguem à sua guarda a confiança absoluta, aceitem e procurem a sua validação como a de uma instância suprema e exercitem eles próprios o orgulho baboso pela pessoa do seu pai, será elevado à categoria de um deus.

dedicado ao raúl antes de mais, ao miguel logo depois, ao joaquim a seguir...
e também à odete, à juli e à ritinha

raquel patriarca
dezanove.março.doismiledez

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

fotocionário II: pedaços

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pedaços: s. m. (plural) - partes, porções, bocados ou fragmentos. quaisquer partes de um todo físico ou moral, separadas da complementaridade que lhes empresta consistência, razão e conforto. fazer em pedaços: rasgar, desfazer, desmembrar, desmoronar.
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raquel patriarca
vinteecinco.janeiro.doismiledez

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

fotocionário de natal

a árvore de natal
é um símbolo da vida e não pertence a de nenhuma religião específica. a sua tradição perde-se na noite do tempo. os antigos egípcios levavam galhos de palmeira para dentro das casas no dia mais curto do ano, em honra do triunfo da vida sobre a morte. durante a saturnália - festival de inverno em homenagem a saturno, deus da agricultura - os romanos decoravam uma divisão da casa com um pinheiro. os povos de cultura celta enfeitavam carvalhos com maçãs douradas para celebrar o solstício de inverno. a árvore do paraíso é símbolo da festa de adão e eva, celebrada no dia vinte e quatro de dezembro. a primeira referência à ‘moderna’ árvore de natal é do século dezasseis e conta como as famílias decoravam pinheirinhos com papéis coloridos, frutas e doces, com o cuidado de incluir doze ornamentos para garantir a felicidade do lar. este costume estende-se por toda a europa e chega ao novo mundo no início do século dezanove. a tradição cristã propõe que a forma triangular do pinheiro representa a santíssima trindade.
raquel patriarca
quatro.janeiro.doismiledez

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

fotocionário I: irmã

 
irmã: s. f. - criatura estranha, difícil de perceber e quase nunca domesticável, que aliena afectos, invade espaços e arrebanha pertences, sem a qual deixamos quase sempre de fazer sentido e perdemos a única testemunha credível da nossa própria vida. em casos excepcionalmente raros pode levar-nos a passear de reboque no triciclo... que é muito muito muito bom.
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parabéns lálá
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raquel patriarca
onze.dezembro.doismilenove