sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
yo tambien soy Garzón

"há um telhado onde o vento vem chorar"
poema de juan kruz igerabide - uma página do meu caderno
afilado es el tejado de mi casa;
llora el viento
llora cuando pasa.
______________Juan Kruz Igerabide
este poema, escrito originalmente em basco e aqui traduzido para castelhano, fala de um telhado como a única parte de uma casa que se avista de muito longe. fala do olhar de uma criança que perdeu a casa no dia em a falange lhe levou os pais. fala de um homem adulto preso na memória de um telhado pousado na linha do horizonte, onde o vento vem intencionalmente chorar. e fala de vidas e de verdades que nem o vento pode esquecer.
raquel patrairca
vinteedois.abril.doismiledez
segunda-feira, 19 de abril de 2010
estrelas, planetas, plutóides e outras esferas do espaço - história redonda e achatada nos pólos... capítulo dois
Olhou em redor e ficou maravilhado! O Sol, magnífico e luminoso, espreguiçava salpicos de fogo em todas as direcções. O menino sentiu-se quentinho por dentro e deixou-se ali ficar. À volta do Sol saltitava e saracoteava um pequeno astro a quem chamam Mercúrio, que é nome de remédio para pôr em joelhos esfolados. O menino percebeu logo a razão daquele nome: a pequena esfera saltava tanto e tão depressa que de certeza, de vez em quando, caía e se magoava.
Um bocadinho mais atrás, muito serena e elegante, flutuava a esfera de nome Vénus. Era muito bonita. Tinha uns olhos doces e profundos com pestanas longas e umas bochechas pequeninas e coradas. Sorriu timidamente ao menino e ele sentiu um esquisito calor na cara… devia ser do Sol. Disse-lhe adeus com a mãozita, virou as costas ao Sol e seguiu caminho.
O menino viajava pelo espaço como se estivesse a dançar suspenso no vazio. Ora andava muito descontraído como se passeasse no parque, ora se deitava de barriga para cima e batia os braços e os pés como se estivesse a nadar na praia. E às vezes, só para brincar, fazia de conta que pedalava na sua bicicleta.
Passado algum tempo encontrou uma esfera enorme, entre o vermelho e a cor do fogo, que tinha um ar muito simpático mas um bocadinho nervoso, e estava sempre a piscar os olhos e a fazer as caras mais cómicas que o menino já tinha visto.
– Olá! – Disse o menino – És tu aquele a quem chamam Plutão?
– Olá! – Respondeu a esfera – Eu chamo-me Marte. O Plutão é o último de todos, lá ao fundo onde está frio e escuro. Eu levava-te lá mas não me posso desviar do meu caminho... Já assim se diz por aí que sou um excêntrico! Achas que consegues ir sozinho? – Claro que sim! – Disse o menino. – Muito brigado. – Acrescentou enquanto dizia adeus a Marte que lhe sorria sempre a piscar os olhos.
O menino continuou a sua viagem e encontrou mais esferas. Júpiter era tão grande, mas tão grande que o menino nem conseguiu ver-lhe toda a cara. Viu só um olho risonho e uma bochecha gorducha. Estava muito entretido a cantar para si próprio enquanto orbitava e o menino não o quis interromper. A esfera chamada Saturno ria à gargalhada tão alto que fazia tremer as suas nove luas e tremeluzir as estrelas que estavam por ali perto. O menino percebeu depois que ela tinha uma multidão de pedras, pedrinhas e pedregulhos a girar à sua volta que lhe faziam muitas cócegas.
Um bocadinho mais à frente viviam mais duas esferas, Neptuno e Urano, um pouco mais pequenas, redondas e perfeitas, como dois lindos olhos azuis, que espreitavam do meio do escuro e, com carinho, lhe indicavam o caminho para Plutão.
raquel patriarca
três.março.doismilenove
domingo, 18 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
terra sem palavras e palavras sem terra
ontem fui ao teatro e gostei muito muito. o cenário estava muito bonito, os "jogos de luz" criaram efeitos magníficos e a banda sonora foi muito bem conseguida. a performance foi excelente... o texto era profundo, cheio de reflexões e conflitos importantes… internas e não só.
partilhamos, ali sentados, a angústia de uma... pintora que não consegue pintar, ou consegue mas não quer pintar aquilo que lhe enche a alma, depois de ter passado algum tempo numa cidade devastada pela guerra e de ter testemunhado os horrores e as incongruências surreais características desses cenários.
e ela – a artista – rodeada de amargura e destruição, procura uma saída deste estado de alma. deste estado de consciência do mundo. invadida de vermelho e castanho e preto, procura o branco para pintar. procura a luz e a felicidade, mas não consegue negar a dor que viu e que sente e está, por isso, de mãos e pincéis atados.
vim de lá um com um pedaço dessa angústia – e de medo – de um dia poder become stuck, que todos podemos, se quisermos, see the surface and feel what is underneath e sermos para sempre transformados por aquilo que vemos. é tudo uma questão de perspectiva…
raquel patriarca
.oito.abril.doismiledez
terra sem palavrasdea loher
uma produção assédio
com interpretação de rosa quiroga
em cena no estúdio zero
de 27 de março a 11 de abril
de terça a sábado às 21.30h e domingo às 16.00h
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sábado, 3 de abril de 2010
fragmentoisas VII
"março é meu"
colagem pseudo-inspirada e duvidosamente artística gestada e parida numa qualquer noite de março enquanto esperava pela primavera como quem acredita no pai-natal...
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raquel patriarca
três.abril.doismiledez
sexta-feira, 2 de abril de 2010
estrelas, planetas, plutóides e outras esferas do espaço - história redonda e achatada nos pólos... capítulo um
Era uma vez um menino. Um menino em tudo igual aos outros meninos da sua idade. Era diferente apenas numa coisa, só sua e muito especial. Este menino estava sempre atento a tudo, adorava fazer perguntas e pensava, pensava muito; nas coisas sérias e nas brincadeiras, nos acontecimentos importantes e nos pormenores pequeninos, em tudo e em nada.
Um dia, ouviu um senhor muito bem engravatado na televisão a dizer que Plutão, o nono planeta, tinha deixado de o ser. A partir de agora fazia parte da classe dos Plutóides. E aquilo devia ser um assunto sério porque vieram muitos senhores falar sobre a mesma coisa e todos usavam óculos. Até o pai tinha ficado muito calado e quieto a ouvir a notícia, enquanto o menino esperava que ele lhe descascasse o resto da maçã.
Não era todos os dias que se falava tanto de planetas e estrelas à hora do lanche, e o menino tentava perceber o que se dizia na notícia, mas não era nada fácil porque os senhores na televisão têm muita dificuldade em falar como gente normal.
Assim que acabou de comer a maçã, o menino saltou de cima do seu banquito e caiu, caiu, caiu... Passou as nuvens e ficou com imensos pedacitos de algodão de chuva nos cabelos. Depois tudo foi ficando escuro à sua volta, como se entrasse devagarinho numa noite cheia de estrelas muito brilhantes.
raquel patriarca
três.março.doismilenove
nota: hoje comemora-se o dia mundial do livro infantil e faz anos que nasceu o senhor Hans Christian Andersen (1805-1875) que, por coincidência, escreveu muitos livros para crianças!
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domingo, 21 de março de 2010
um poema épico para um herói

era uma vez
um menino chamado afonso
que foi o mais bravo guerreiro
de todos os contos e histórias de encantar,
um herói tão especial
que lhe escreveram poemas épicos
daqueles que se cantam nas noites de luar;
inspirou as verdadeiras lendas
e ergueram-lhe estátuas de bronze
onde as donzelas e princesas
vinham deixar flores e outras prendas.
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o seu nome ganhou um significado novo:
afonso passou a querer dizer
‘aquele que está pronto para combater’
e todos, fidalgos cavaleiros ou homens do povo,
que o viram ou conheceram a sua história
testemunharam a sua coragem
e guardaram-na, como a um tesouro,
nos cantinhos luminosos da alma
e nos corredores empoeirados da memória.
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ainda hoje, acreditem em mim,
afonso é um nome sonante
de homem sábio, forte e importante
(tivemos muitos reis a quem chamaram assim).
tudo porque um menino com olhos de mel
combateu dragões, gigantes e moinhos
e até inimigos que nunca viu,
armado apenas com esperanças e carinhos
e montado no cavalo colorido de um carrossel.
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– – – –
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era uma vez
um menino chamado afonso
que tinha olhos profundos e doces,
com a vida para viver
e gargalhadas para dobrar.
queria ir à escola
e jogar à bola
e brincar.
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era uma vez um menino
que em vez de ser só um menino
escolheu, muito cedo,
ser um exemplo a seguir:
porque ser um herói,
é ter medo
e sorrir.
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dedicado ao afonso, no dia mundial da poesia. com carinho e um respeito infinito.
..raquel patriarca
vinteeum.março.doismiledez
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o afonso é um menino de seis anos.
está a lutar pela vida contra e uma leucemia rara e muito agressiva.
precisa da nossa ajuda.
eu já estou registada como dadora de medula óssea.
vem juntar-te a este 'exército'.
o alistamento faz-se num dos centros de recruta e basta prestar voto de fidelidade e fazer um juramento de sangue, o que implica assinar um papel e fazer uma - muito pequena - recolha de sangue para análise.
e depois é possível que salvemos a vida a uma criança...
para mais lendas e poemas sobre o afonso, clicar aqui.
para mais lendas e poemas sobre o afonso, clicar aqui.
sexta-feira, 19 de março de 2010
pai ou fotocionário III ou escrever no dia do pai

pai: s. m. – do latim patre, também chamado de progenitor , genitor ou gerador. é a figura masculina de uma família que tenha um ou mais filhos e assume o primeiro grau de uma linha ascendente de parentesco. pessoa dita adulta altamente relevante na vida das crias, cujas principais funções assumem âmbitos diversos e tarefas de incalculável importância como montar legos, receber abraços à chegada a casa, afugentar pesadelos à noite, ensinar a subir às árvores e a andar de bicicleta, ajudar a esconder segredos da mãe, fazer cócegas e lutar com almofadas, sorrir todas as manhãs, castigar as asneiras e perdoar asneiras. cabe-lhe ainda, por imperativo genético, a guarda da confiança absoluta, o ministério da validação suprema e o exercício do orgulho baboso em todos os momentos do percurso existencial dos filhos e filhas. aquele que, no fim do seu percurso, possa atingir o patamar onde os filhos – voluntariamente – entreguem à sua guarda a confiança absoluta, aceitem e procurem a sua validação como a de uma instância suprema e exercitem eles próprios o orgulho baboso pela pessoa do seu pai, será elevado à categoria de um deus.
dedicado ao raúl antes de mais, ao miguel logo depois, ao joaquim a seguir...
e também à odete, à juli e à ritinha
raquel patriarca
dezanove.março.doismiledez
raquel patriarca
dezanove.março.doismiledez
perguntas incisivas sobre a origem da vida
– ó mãe – disse ele, a voz cheia de angústia e a boca cheia de sangue – porque é que temos que mudar de dentes? eu não me sinto preparado para isto…
limpei-lhe as lágrimas dos olhos e o sangue dos lábios. – não chores, querido. tudo isto é normal. – a voz doce e a conversa tranquila chegavam-me de longe, numa espécie de ligação sem fios ao poder mágico que têm as mães de fazer passar dores e tristezas. – estás a crescer e vão nascer dentitos novos…
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.– eu já sei essas coisas todas e não é disso que eu estou a falar. – o olhar dele mudou de um desamparo suplicante para uma determinação exigente. a condescendência e a presunção morreram-me nos lábios enquanto me senti a corar. por momentos acreditei que me fosse mandar à fava mas ele continuou.
– quem é que nos deu a vida e quem é que fez o mundo? – interrompeu-se-me a magia num instante. pareceu que me ficava o discurso a arranhar a garganta e a saber ao que saberia a estática, se a estática fosse um sabor em vez de ser um som ou uma corrente eléctrica sem definição ou substância. – as árvores e o mar e as coisas, – as palavras saiam-lhe em atropelos indignados – porque é que quem fez tantas coisas nos fez de maneira a termos de mudar de dentes? – rebolou-lhe outra lágrima gorda que eu segui até lhe pingar do queixo. – isto dói, mamã!
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na palma da mão aberta estava um incisivo do tamanho de uma pedrinha de sal. assim estendido como um inacreditável destroço de vida, a prova acabada da falta de sentido e coerência nas coisas do mundo, a consciência clara da miserável pequenez que marca a condição humana.
abracei-o muito e não fui capaz de lhe dizer mais nada. pensei só que, se calhar, não me sinto preparada para isto…
raquel patriarca
dezanove.março.doismiledez
quarta-feira, 17 de março de 2010
trinta e seis

eu hoje faço anos.
eu gosto de fazer anos.
tenho beijos, bolo de chocolate e carinho
em quantidades absurdas
(esdrúxulas mesmo)
e não há nada melhor
não me importa nada que esteja a envelhecer
até porque me parece pouco sensato –
senão for mesmo uma idiotice –
recear que venha o passar dos anos
provocar na minha pessoa
os ‘danos irreparáveis’ da velhice,
quando eu já nasci
com as sobrancelhas tortas, os joanetes e o mau feitio que hoje tenho
ah pois.
só as unhas roídas é que vieram depois
(mais ou menos na mesma altura em que vieram os dentes…)
é natural que o tempo me vá passando por cima
mas –
– em contrapartida
eu também passo por cima dele;
a correr, aos saltos e a fazer o pino
de mangas arregaçadas,
as mãos à cinta
e o nariz empinado ao destino.
é isto:
mais um ano
as mesmas rugas de ontem
(todas de riso)
e a mesma falta de juízo.
raquel patriarca
dezassete.março.doismiledez
quarta-feira, 10 de março de 2010
viena em março dois
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| de dentro do taxi |
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| egon schiele no leopold museum |
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| sacher |
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| fachada de museu grátis no dia da mulher |
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| klimt no leopold museum |
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| belvedere museum |
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| rapariga com pente |
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| frio, neve e carros pequeninos |
"cada nota e cada cor - dois"
viagem de inverno - viena - áustria
fotografia: raquel patriarca
dez.março.doismiledez
viena em março um
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| banco na neve |
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| a pensar na velhice |
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| jardins do palácio de belvedere |
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| kafka café, sem baratas |
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| museus, museus, museus |
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| e parques, muitos parques |
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| a primeira refeição foi de salsichas |
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| montras na noite |
"cada nota e cada cor - um"
viagem de inverno - viena - áustria
fotografia: raquel patriarca
dez.março.doismiledez
quarta-feira, 3 de março de 2010
correntes d' escritas onze
entre vinte e quatro e vinte e sete de fevereiro estive nas correntes d' escritas. foi a terceira vez que assisti às conversas e actividades mas foi a primeira vez que levei a máquina fotográfica... e posso partilhar

o auditório

as gaivotas a voar

o tiago, o manuel rui, a rosa, o josé carlos, a maria teresa e o pedro

a feira

o mineiro das palavras

as redes

o mar

a feira outra vez

o carlos e a inês


o bernardo, o isaac, o carlos, a tânia, o joão e o germano... escritores

o manuel, o francisco, o antónio, o jaime e os outros pescadores

a ternura do valter

a serenidade da maria da graça

o bom humor do onésimo

a simpatia do mário

a caravela quinhentista

os pormenores

o pessimismo esperançado do jorge, a presença de espírito da imma e o sorriso do francisco

e porque também sou o que leio, para o ano vou voltar...
se correr tudo bem, porque nenhum dos fotografados me deu licença para aqui os colocar…
raquel patriarca
três.março.doismiledez
domingo, 21 de fevereiro de 2010
domingo, vinte e um de fevereiro de doismil e dez
.saiu o meu livro...
o volume 5 da história do porto!
..(no sábado tive direito a um naco de página no jornal de notícias...)
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eu, como é fácil de imaginar, estou muito contente comigo própria (por isso resolvi dar cabo do juízo a todos quantos gostem destas coisas ou não) e pensei que também não fazia mal deixar aqui a possibilidade para quem quiser comentar o conteúdo do livro ou a sua mera existência.
.
teaser
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em 1490, décimo ano do seu reinado, d. joão II concede aos cidadãos da cidade do porto um privilégio, até aqui reservado aos cidadãos de lisboa, que consiste numa espécie de equivalência aos fidalgos portugueses, com todos os direitos, liberdades e isenções decorrentes de tal dignidade. esta decisão é mais tarde usada por d. manuel como argumento para retirar à cidade um antigo costume, segundo o qual não é permitida a permanência a nobres e fidalgos dentro do burgo. a perda desta emblemática distinção tripeira deixa nas gentes da cidade um profundo sentimento de indignação e as reacções não se fazer esperar.
.
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é aqui que começa este capítulo da história do porto...
raquel patriarca
vinteeum.fevereiro.doismiledez
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
chuva no pó
.
o som que se ouve
quando as gotas de chuva
tocam no chão
nas tardes quentes de verão
cheira a memória
a qualquer coisa
que um dia houve
mas agora não
uma companhia
meio ilusória
feita de silêncio
e de pó
onde as gotas
de chuva
tocam o chão
nas tardes frias de verão
e eu
fico só
o som que se ouve
quando as gotas de chuva
tocam no chão
nas tardes quentes de verão
cheira a memória
a qualquer coisa
que um dia houve
mas agora não
uma companhia
meio ilusória
feita de silêncio
e de pó
onde as gotas
de chuva
tocam o chão
nas tardes frias de verão
e eu
fico só
raquel patriarca
vinteeseis.agosto.doismilenove
.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
photo grafia XXXV

"o fim da espera"
floriu a minha primeira magnólia de dois mil e dez - na frente da minha janela - porto
raquel patriarca
cinco.fevereiro.doismiledez
photo grafia XXXIV

"porto pela manhã"
vista da ponte da arrábida, do rio e do nevoeiro - calçada da arrábida - porto
raquel patriarca
dois.fevereiro.doismiledez
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
fragmentoisas VI
.
..............era uma vez um dia em que o mundo nasceu
..............assim a meio da manhã quando coisas têm preguiça
..............das conchas do mar caiu um pequeno sorriso
..............o sorriso espirrou e o mundo estremeceu e
..............de toda a parte
..............choveram lápis de carvão e pincéis
..............coloridos como rebuçados
..............quando tocaram no chão acabadinho de inventar
..............transformaram-se em árvores e pássaros e estrelas
..............e mil e uma criações que se equilibravam
..............umas nas outras
..............e foi assim que o mundo nasceu
..............descoberto com carinho nas pontas dos dedos
..............de duas irmãs
..............que se chamavam natureza e arte
.
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para a rute e a mafalda com carinho e orgulho
.
raquel patriarca
doisequatro.fevereiro.doismilede
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
fotocionário II: pedaços



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pedaços: s. m. (plural) - partes, porções, bocados ou fragmentos. quaisquer partes de um todo físico ou moral, separadas da complementaridade que lhes empresta consistência, razão e conforto. fazer em pedaços: rasgar, desfazer, desmembrar, desmoronar.
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raquel patriarca
vinteecinco.janeiro.doismiledez
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