sábado, 9 de março de 2013

homenagem a manuel antónio pina

Hoje, no Bairro dos Livros, vamos homenagear  
Manuel António Pina
Começa tudo às 15h junto à Torre dos Clérigos

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.e foi assim...
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"a poesia [nunca] vai acabar"
com o Rodrigo Ferrão a dizer poemas no escadório da torre dos clérigos - porto

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A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar?
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Manuel António Pina | Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde | 1974
-

sexta-feira, 8 de março de 2013

amanhã na Biblioteca Municipal Almeida Garrett

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estão todos convidados a vir... e também podem trazer os adultos



 fotos | pedro ribeiro
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dia internacional da mulher

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INSUBMISSÃO

Somos corsárias
febris
por areias dos desertos

Seguimos estrelas cadentes
e montando os nossos sonhos
cumprimos roteiros incertos

Vamos atrás das paixões
com o faim à cintura
e a pena no coração

Para escrevermos poesia
invertendo o cantochão

Com a arte da insídia
olhamos o horizonte alucinando
os oásis, abismando sortilégios

Escutamos os clamores
os oceanos celestes
nos silêncios dos desertos

Buscamos os infiéis
com olhos de expiação

Somos hábeis e seguras
ambíguas, doces, cruéis
nós partimos sem regresso

Ora flibusteiras
em horas de cerração
entre a paixão e o inverso

Ora piratas do limbo
abandonando os arquétipos

A cimitarra à cintura
e o júbilo no coração
pelo avesso dos versos

Somos a rosa e o espinho
a sombra no seu desvão

Entre o fuso e o enigma
a navalha entreaberta
e os nevoeiros secretos

Somos corsárias
sonhando
nas areias dos desertos
 


Maria Teresa Horta | oito.março.doizmiletreze

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

poesia, amor e chocolate

um poema de amor

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Amor como em Casa

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa. 
 .
Manuel António Pina

Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde | 1969
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entrevista na rádio manobras, hoje às 18h

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Photo: Hoje, entre as 18h e as 20h, vou estar à conversa com o Bernardino Guimarães, no Entardeceres da Rádio Manobras.
Quem quiser partilhar da conversa em 91.5 MHz será muito bem-vindo. 
Até logo!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

photo grafia LIX

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"excertos de passagem"
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dois dias entre vila do conde e praia de mira
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raquel patriarca | noveedez.fevereiro.doismiletreze
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

curtas # 5

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há dias, assim mentirosamente bonitos e com sol, em que o contacto com o mundo nos enche de uma vontade indizível de nunca mais voltar a sair de casa. e depois, às tantas, amanhã nasce outro igual.
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raquel patriarca | oito.fevereiro.doismiletreze

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

curtas # 4

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if there is one thing you can say about the mankind, 
is that there's nothing kind about man
you can drive out nature with a pitchfork, 

but it always comes roaring back again
 .

misery is the river of the world

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tom waits
misery is the river of the world - blood money | 2002
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

e não é que a Abelha Zarelha já dá entrevistas?...


A Abelha Zarelha deu uma entrevista ao Rodrigo Ferrão do Clube de Leitores e foi assim:


Entrevista a Raquel Patriarca, uma das autoras do livro infantil «A Abelha Zarelha»
 .
A Raquel foi cliente de uma livraria onde trabalhei. A Raquel é amiga de amigos e minha amiga também.
Outro dia descobri que tem um livro com a ilustradora Marta Jacinto. Chama-se «A Abelha Zarelha» e foi publicado no final de 2012 pela QuidNovi Editora.
Não resisti... Preparei umas perguntas e é com imenso prazer que hoje partilho! Espero que gostem!
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RF: Talvez comece pela pergunta mais complicada (ou até a mais simples): como surgiu a ideia de escreveres um livro Infantil?

RP: A Abelha Zarelha, a Barata Patarata e todos os amigos nasceram com histórias de memória, que ia inventando e repetia para mim mesma e decorava, e depois contava ou cantava, vezes sem conta ao Pedro quando era um bebé que ainda nem falava. Ele reagia sobretudo aos sons, aos gestos, aos meus olhos muito abertos, às vozes diferentes que eu ia fazendo e ao vento que eu lhe soprava no cabelo a fazer os Vuuummmms. É por isso que as histórias são assim relativamente pequenas e vivem muito da brincadeira com as palavras e da alegria das personagens.

«Como as maçãs, os livros com bicho são os mais doces». O que são livros com bicho?

Livros com Bicho são os dez livros que compõem a colecção com esse nome. São dez histórias protagonizadas por pequenas bichezas bem dispostas como a Abelha Zarelha, A Barata Patarata, o Escaravelho Trolaró e por aí fora.

«A abelha Zarelha» é um livro para os mais pequeninos. Tens memória de alguém te ler histórias quando eras pequena? Alguma preferida?

As primeiras memórias que tenho de nos contarem histórias, a mim e às minhas irmãs, são da minha avó que nos contava episódios da Bíblia. Era engraçado porque nós não tínhamos (eu, pelo menos, não tinha) a noção de onde vinham aquelas aventuras. Para mim o David era um verdadeiro herói que derrotava o Golias porque tinha o coração puro e era inteligente, que acaba por estar muito perto do Frodo do Senhor dos Anéis. Eu, por exemplo, gostava particularmente da história de Sansão e Dalila, talvez por ser uma história de amor com perigo e traição que acaba em tragédia, tipo Romeu e Julieta.

Sempre tiveste vontade de escrever? Ou és uma leitora «viciada» que agora resolveu tentar a sua sorte? Vês-te a contar histórias para adultos?

Eu em criança tinha uma relação muito pouco próxima dos livros. Ler parecia-me um desperdício de tempo havendo muros para saltar, árvores para subir e grilos para apanhar e guardar em gaiolinhas de plástico. Agora parece-me um desperdício o tempo que não estou a ler e sinto-me angustiada quando penso que ainda não li todos os clássicos que queria. A escrita é uma coisa diferente. Escrevo há muito tempo mas nem sempre com a noção ou a intenção de partilhar ou publicar. Escrevo porque me sinto bem a escrever. Gosto e pronto. Não sei se estou a tentar a sorte, mas suponho que todos devemos a nós próprios a descoberta daquilo que somos capazes, de nos desafiarmos àquilo que achamos que a humanidade tem de melhor. A questão dos adultos é complicada porque não sei se consigo definir ‘adulto’ ou ‘histórias para adultos’. As histórias têm uma vontade própia e, às vezes, o que pensamos ser um conto para crianças mais pequenas, acaba noutro registo porque uma personagem de outra faixa etária acabou por tomar conta das coisas, ou porque algo acontece que muda completamente o ambiente de tudo. Não sei dizer o que vou escrever no futuro, mas não fecho nenhuma porta e nenhuma janela… há sempre muros para saltar e árvores para subir.

As ilustrações são uma parte importante dos livros. Sentes que a Marta Jacinto conta uma história através do que pinta?

Ó sim, a Marta reconta as histórias todas. Tudo fica diferente depois da Marta! Na Abelha Zarelha eu imaginei o som do zumbido como sendo gerado pelo bater das asas e a Marta apresenta a Abelha, logo numa das primeiras ilustrações, a assobiar o zumbido. Para mim foi uma releitura da história e uma redescoberta da personagem que já não era só minha. Uma das forças do texto é a alegria e a Marta consegue imprimir um registo visual muito leve e cómico que me agrada muito.

Dizes que «se fosses um animal serias um ornitorrinco». Alguma razão especial? 

O ornitorrinco é um animal estranho porque parece uma espécie de ursito e tem cauda de castor e um enorme bico de pato. É mal definido o que me parece uma boa metáfora. Nós também não somos uma coisa só. Eu sou historiadora pelo menos na perna esquerda e nos cotovelos. A Bibliotecária em mim deve ocupar parte do tronco. A cabeça e as pontas dos dedos brincam com as palavras e contam histórias. O resto não sei, ainda falta descobrir.
Nasceste em Angola. Tens alguma recordação de lá? Pensas um dia voltar a cruzar oceanos?

Não tenho qualquer memória consciente de Benguela ou de Angola. As memórias que guardo não são minhas, são dos meus pais e avós. Vim para Portugal com um ano e meio de idade, durante a ponte aérea que em 75 marcou parte da descolonização portuguesa de África. Tenho planos de cruzar muitos oceanos mas não sinto uma viagem a Angola como um regresso a casa. Esse sentimento de regresso tenho-o em relação a outros lugares e até em relação a pessoas, onde e com quem construí laços e raízes e cujas memórias fazem parte de mim.

Certamente tens algumas referências na literatura infantil. Quem são os teus ídolos? Gostas de ler um pouco de tudo ou és "especialista" nalgum género?

Quando eu era pequenina não havia a quantidade, variedade ou qualidade de livros infantis que há hoje. Éramos só raparigas e, claro, havia livros da Anita, mas havia também as colecções dos contos clássicos dos irmãos Grimm, de Perrault e de Anderson, os clássicos juvenis como o Tom Sawyer, a Alice no País das Maravilhas, a Ilha do Tesouro, as Vinte Mil Léguas Submarinas e as Viagens de Gulliver, e também algumas histórias tradicionais como a História do Macaco do Rabo Cortado que eu obrigava a minha irmã mais velha a contar-me vezes e vezes sem conta. Como consumidora ainda jovem, confesso que gostava especialmente dos contos clássicos. Tínhamos uma colectânea de mais de sessenta contos que eu adorava ouvir contar e ficava fascinada com palavras como Rumpelstiltzkin ou Jorinda e Joringel. Depois, o meu maior herói passou a ser o Manuel António Pina. Estou convencida que tudo isto começou verdadeiramente quando conheci o escaravelho Bocage no dia em que me ofereceram o livro Gigões e Anantes. Tinha seis anos e fiquei muito admirada quando, anos mais tarde, vim a descobrir que havia um poeta com nome de escaravelho. Já na escola preparatória tive uma professora que nos contava as histórias da Sophia de Mello Breyner e nunca mais a esqueci… à professora e à Sophia. Hoje sou uma consumidora compulsiva de livros infantis e penso que vivemos tempos muito interessantes para quem gosta de livros para crianças. Tanto faz que sejam portugueses ou estrangeiros, de todos os tipos e géneros, ilustrados ou não, com texto ou sem ele, mas confesso que gosto especialmente de poesia. Os autores de que mais gosto e que se transformam nas referências que uso, consciente ou inconscientemente, podem vir de todo o lado e não só da literatura infantil. Ainda assim, tenho as estantes bem forradas… Do Manuel António Pina, claro, entre mim e o meu Pedro, temos quase tudo, tal como da Sophia de Mello Breyner e do Aquilino Ribeiro. Encanta-me a forma de escrever de A. A. Milne e a beleza ideológica de Saint-Exupéry. Gosto dos monstros de Maurice Sendak e da irreverência de Peter Newell. Entre os autores mais recentes sigo de perto os livros de autores como o Valter Hugo Mãe, a Carla Maia de Almeida, a Rita Taborda Duarte ou o Afonso Cruz. Na poesia o manancial é interminável e vai de Fernando Pessoa a Mário Cesariny, passando pelos textos de Ana Luísa Amaral, Jorge de Sousa Braga, Nuno Higino, Álvaro de Magalhães, João Pedro Mésseder, Mário Henrique Leiria, Luísa Costa Gomes, António Torrado, Luísa Ducla Soares, Leo Leoni, Fran Alonso e de certeza que me estou a esquecer de muitos.

Numa frase: porque é que as pessoas devem comprar e ler o teu livro?

Não sei se devem comprar o meu livro, diz-me tu se devem ou não… direi apenas que, no fundo, é uma história sobre alegria e perseverança, que penso serem das ferramentas mais válidas que podemos dar a nós próprios e aos outros, independentemente da idade.
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*A não perder brevemente: a entrevista à ilustradora deste mesmo livro, Marta Jacinto.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Abelhinha voa voa, que o teu livro vai a Lisboa!

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notícia de última hora
A ABELHA ZARELHA VOA ATÉ LISBOA
 

A Abelha Zarelha e as suas amigas vão estar no próximo sábado, dia 15, em Lisboa e podem ser encontradas 
na Livraria Bulhosa - Campo de Ourique, pelas 11.30h
e na Livraria Letraria no C.C. Dolce Vita Oeiras Algés, pelas 17h.
 

Haverá histórias e livros e antenas na cabeça... é impossível não dar com elas!

Beijuzzzzzzz e até lá


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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

as amigas da Abelha Zarelha...



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Como as maçãs, os livros com bicho são os mais doces.

Nas suas páginas encontramos histórias rimadas para ler em silêncio ou contar em voz alta, onde pequenas personagens com patinhas e antenas sonham, brincam, vivem aventuras e experimentam as surpresas de ser humano e os desafios próprios da sua condição de bichezas curiosas e mexericas, que fazem sorrir sem cócegas ou comichões.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

o voo inaugural da Abelha Zarelha

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É com o coração abelhudamente alegre que vos convido a virem partilhar comigo o voo inaugural da Abelha Zarelha e a tarde de dia 24 de Novembro.
Gostava muito que pudessem estar presentes... Zuuummm.

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Um abraço,
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sábado, 20 de outubro de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

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"a match made in heaven"
.raquel patriarca e marta jacinto - parceiras de bicheza
casa da música - porto
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Marta Jacinto nasceu em 1979 no Algarve e é conhecida entre os seus amigos como Martolita. Vive junto ao mar e ocupa os dias a ilustrar livros, mas o que gostava verdadeiramente era de ser astronauta. É praticante regular de lutas com almofadas, se fosse um animal seria uma foca. Dentro de si habita uma grande variedade de espécies de bichos e coisas assim. Gosta de ver desenhos animados em pino e de fazer queques de laranja e canela. Não usa bigode e dá nomes a todas as árvores que conhece.
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Raquel Patriarca, conhecida só por Raquel, nasceu em 1974 em Benguela. Vive no Porto numa casa cheia de livros e brinquedos, com uma magnólia no jardim onde a relva está, quase sempre, grande demais. Faz muitas perguntas sobre as histórias das coisas, descalça as sapatilhas com os atacadores apertados e se fosse um animal seria um ornitorrinco. É bibliotecária e colecionadora de marcadores de livros. Gosta de gatos, pijamas felpudos e de leite com chocolate. Quando for grande quer ser poeta.
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fotografia: susana ferreira | ilustração: marta jacinto | texto: raquel patriarca
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

a abelha zarelha

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HÁ UMA NOVA MÚSICA NO MUNDO! 
E É ZUM-UM ZUM-UM ZUM-UM...
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Está quase quase mesmo mesmo a chegar a ABELHA ZARELHA!
Podemos encontrá-la nas livrarias já a partir do dia 23 de Junho.
As mamãs (a Marta e Eu) estamos muito felizes com a chegada da Zarelhita e queremos apresentá-la a todos os nossos amigos.
Esperamos que gostem tanto dela como nós, e que se divirtam.
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VUM-UM... e mai nada!
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A Abelha Zarelha
texto de Raquel Patriarca. ilustração de Marta Jacinto.
Vila do Conde: Booklândia QuidNovi, 2012.
(Livros com Bicho; 1)
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

história de encantar na papillon

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no sábado, dia 2 de junho, entre as 11.00h e as 13.00h, na Papillon Vagabond vamos costurar um fato novo para o rei.
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a partir da versão escrita por Xosé Ballesteros e ilustrada por João Caetano de um conto clássico de Hans Christian Andersen "O fato novo do Rei" vamos contar histórias, brincar e celebrar o Dia Mundial da Criança.
Fica o convite para se juntarem a nós.
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organização: Maria José Santos
apoios: Papillon Vagabond | Kalandraka Portugal
leitura: e brincadeira Raquel Patriarca
.Papillon Vagabond - Avenida Boavista 3523, Loja 9, Porto, Portugal 4100-139
mais informação em: Papillon Vagabond | Kalandraka Portugal | Evento
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segunda-feira, 28 de maio de 2012

photo grafia LVIII

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"homo dei sum"
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página de manuscrito em pergaminho
cinco.agosto.doismileonze
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raquel patriarca
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curtas # 3 e meio

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não é ofício do poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de representar o que poderia acontecer com a verossimelhança possível.
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Aristóteles, 384 a.C. - 322 a.C.
Arte Poética, cap. IX
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a história de como o azeite

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Dom Azeite Azeitoninho de Monte-Plano Lampante Reguengos de
                                                            [ Oliveira Carocilho e Alarcão
Era um senhor rubicundo
e profundamente careca
que vivia numa ramada seca
em Azeitão.
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Falava imenso,
sempre muito alto –
com a sua cara de pele lustrosa
virada para cima a brilhar –
na toada discursiva
de quem sabe tudo,
peito inchado,
sobrolho franzido e
braços a gesticular.
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Gabava-se de ser Rei
das Hortas, das Oliveiras e da Criação,
Senhor dos Lagares do Azeite,
rico que nem sabia quanto!
Navegador d’ aquém e d’ além
do Regato Pingado da Rega
Imperador das varetas,
e isto e aquilo e mais que Santo.


Tinha só uma folha pelada
que chamasse sua,
o resto era basófia e
refinadíssimas balelas,
está mesmo bom de ver!
Por dentro
tinha um caroço
preto e duro como os outros,
e sangrava a mesma matéria,
densa e viscosa ao arrefecer.
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E lá andava muito empinado,
a rebolar por todo o lado,
a arengar à esquerda e à direita
com voz cava de cavalheiro.
Mas houve um dia
em que perdeu a compostura,
estalou-se-lhe o verniz da casca
e mostrou a polpa de arruaceiro:
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Alguém o chamou
sem as untuosidades de que ele gostava:
- Anda cá, ó Azeitona!
E ele parou de repente
engasgou-se-lhe o caroço,
passou-lhe uma coisa pela vista,
foi direito ao outro e zás!
Acertou-lhe uma tapona.
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E estavam todos tão cansados
das retóricas e tiques de
Dom Azeite Azeitoninho de Monte-Plano Lampante Reguengos de
                                                            [ Oliveira Carocilho e Alarcão
que foi um deleite:
É que o outro
era maior e não se ficou,
apanhou-o pela largueza da baga,
e apertou
e triturou
e torceu
e espremeu
e sacudiu
até que nada sobrou,
senão uma pocinha de azeite.
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raquel patriarca | vinteecinco.maio.doismiledoze

segunda-feira, 23 de abril de 2012

fotocionário VI: biblioteca [no dia mundial do livro]

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bibliotecas.f. - do grego βιβλιοϑήκη, composto de βιβλίον "livro", e ϑήκη "depósito". biblioteca é todo espaço - concreto, virtual ou híbrido - destinado a guardar informação em qualquer tipo de formato. a representação do Paraíso, segundo Jorge Luís Borges. lugar encantado cheio de portas e janelas que dão para sabe-se lá onde, onde até as coisas mais escangalhadas acabam por fazer sentido. contém uma dimensão de infinitude: o individuo pode sair da biblioteca mas a biblioteca não sai do indivíduo.
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raquel patriarca | vinteeoito.maio.doismiledoze
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

palavras para que vos quero, o terceiro

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"palavras para que vos quero"
3º encontro de literatura infanto-juvenil da s.p.a. 
dia 14 de abril - biblioteca municipal almeida garrett
entrada livre.
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quinta-feira, 29 de março de 2012

ser poeta outra vez

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plantar palavras
sem terra nem vento
e beijar
as bochechas à lua cheia
inventar desvarios

e sonhar
todos os dias
em viver duas vidas e mais

outra vida e meia
tocar no cheiro dos dias
depois da chuva
e não ter as dúvidas
das pessoas com juizo
ter abraços longos
onde pode caber o mundo
e a alma em colagens
de pedaços de riso
sem razão e sem sentido
de ser assim
esdruxulamente

grande e serena e completa
e existir muito

num momento muito claro
e sentir o sol nos dedos

como se fosse poeta
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raquel patriarca | vinteenove.março.doismiledoze
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quarta-feira, 21 de março de 2012

ser poeta

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que nada mais sonhara -
nenhum outro horizonte
nenhuma outra meta -
só o ser, por inteira
e ao menos uma vez no ano,
nada menos que poeta
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raquel patriarca | vinteeum.março.doismiledoze
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notícias do dia mundial da poesia

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e hoje, que é dia mundial da poesia, quero dar boas notícias …
vou publicar as ‘bichezas’! os ‘livros com bicho’ devem começar a infestar as livrarias lá para julho e estou tão contente que não me cabe um feijãozito… bem, não me cabe um feijãozito em lado nenhum!
estou em pulgas… (hehehehe. percebram? em pulgas… das bichezas… humm, pois.) estou em pulgas para re conhecer as minhas histórias, mas agora em forma de objecto lindo com páginas coloridas e com ilustrações e guardas e capa e lombada…
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(pausa para suspirar e sorrir e esquecer-me do que estava a dizer).
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e pronto. é isso. tinha que partilhar ou rebentava-se-me a cabeça e ainda me saltava um olho fora.. (olha que pouco poético...)

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um feliz dia da poesia!
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raquel patriarca | vinteeum.março.doismiledoze
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quinta-feira, 8 de março de 2012

curtas # 3 ou eles dizem que hoje é dia da mulher

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há cidades cor de pérola onde as mulheres
existem velozmente. onde
às vezes param, e são morosas
por dentro. há cidades absolutas,
trabalhadas interiormente pelo pensamento
das mulheres.
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herberto helder | há cidades cor de pérola onde as mulheres [excerto]
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segunda-feira, 5 de março de 2012

curtas # 2

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é estranho este fenómeno de as bibliotecas terem todas cheiros diferentes enquanto as igrejas cheiram quase todas ao mesmo
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raquel patriarca | cinco.março.doismiledoze
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

história antiga feito hoje

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era uma vez
o joanete rabanete
com cabeça de alfinete
e cara de biscoito.

que era vizinho da frente
do chocolate larate
com nome de disparate
que vivia no número oito.

eram grandes
amigos de há muito tempo:
passeavam juntos,
partilhavam de tudo,
conheciam-se bem,

e não escondiam nada nada nada
um
do
outro…
excepto que
um era caprichoso
e o outro supersticioso,
mas qual deles era
o quê ou o porquê
não sabiam eles nem ninguém.

um dia -
sem estar sol nem ser feriado -
o joanete rabanete e o chocolate larate
passeavam nos arrabaldes do bairro,
lá para os lados do laranjal azul,
quando foram, de repente, atacados
por uma horda de jábastassins plim-plins
corridos das terras arrepiadas do sul.

muito assustados e atrapalhados
o joanete rabanete com cabeça de alfinete
e o chocolate larate com nome de disparate
correram pelo caminho de volta
a gritar que o fim do mundo andava à sólta
e tropeçavam e rebolavam
mas nem precisavam
que os jábastassins plim-plins
não vão daqui                                                     ali
sem papéis assinados,
dois atestados,
três decretos e afins.

correram, correram
muito depreeessa!
quem os via, dizia:
lá vai
o joanete larete com cabeça de disparete
e o chocolate rabanate com nome de alfinate!

chegaram a casa estourados,
coitados!
e esconderam-se logo, muito assustados.
um
na cave trancado, com um olho fechado
na sua cara de biscoito,
o outro
debaixo de um travesseiro da cama do quarto traseiro
da casa do número oito.

nunca mais ninguém os viu.
dizem por aí que o chocolate larate
por medo ou superstição
fez uma dieta de chás e temperos
com grandes desesperos
e agora está magrinho,

e o joanete rabanete
por capricho do acaso,
escreve papéis assinados, decretos e atestados,
nas terras arrepiadas do sul
onde hoje é meirinho.
raquelpatriarca|treze.janeiro.doismiledoze
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

sábado, 24 de dezembro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

colecção de documentos das artes cénicas ... a sequela!

para os afortunados que anteontem desfrutaram do privilégio de assistir ‘in loco’ aos efeitos embaraçosos de um inesperado apagão, foi um prazer estar convosco e contamos com a vossa presença hoje, no mesmo local e à mesma hora, para partilhar da magnífica Colecção das Artes Cénicas. para aqueles a quem a terça-feira não permitiu uma visita ao Arquivo Distrital do Porto, ouçam a voz do destino e venham aproveitar esta segunda oportunidade de conhecer a colecção. uns e outros podem espreitar aqui o teaser disponível no youtube, e mais informações na página do evento ou do Arquivo Distrital do Porto no facebook.
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descrição do projecto e leituras
joana moreira | raquel patriarca
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

colecção de documentos das artes cénicas

apresentação pública da colecção de documentos das artes cénicas

entre a música, o teatro, o cinema, a publicidade, os cartazes, os postais e os livros... há documentos para todos os gostos
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apresentação do espólio documental
dra. maria joão pires de lima | professora doutora maria da conceição meireles
descrição do projecto e leituras
joana moreira | raquel patriarca
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