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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

cartas de viagem | vatnajökull | islândia

vatnajökull no parque nacional skaftafell - islândia


















O 'Vatnajökull' é o maior glaciar da Islândia e uma das maiores massas de gelo do mundo que ficam fora dos pólos. No coração do glaciar o gelo atinge 1km de espessura. Lá no meio do branco que nunca acaba e sempre para cima, fica a montanha mais alta do país, a Hvannadalshnjúkur. Lá no fundo, por baixo do gelo, moram vulcões de sono leve, como Eyjafjallajökul, que mantêm toda a gente nas pontas dos dedos. É lindo e é esmagador.


in: diário de viagem: islândia | pp. 
raquel patriarca | sete.abril.doismilecatorze
fotografia | raquel patriarca

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

photo-grafia LXII

dentro do nosso quarto

a vista da janela do nosso quarto

fora do nosso quarto mais adiante da vista da janela



"horizonte"
praia de vik - islândia

fotografia | raquel patriarca | nove.abril.doismilecatorze

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

cartas de viagem | hali | islândia

o hostel, o museu e a vida de um escritor, tudo em hali - islândia


Þórbergur center
museu Þórbergur Þórðarson

hávámal, the sayings of the vikings
































































A betri þyngd en speki - ferðamaður getur ekki borið
A better weight than wisdom - traveller cannot carry


É uma espécie de provérbio retirado do Hávámal, os ensinamentos dos Vikings, que encontrámos nas paredes do Þórbergur Center em Hali, um museu dedicado ao escritor islandês Þórbergur Þórðarson (1888-1974). Há por aqui vários destes museus, sobre escritores e artistas, com um ar intmista e cheios de objectos pessoais, coisas de todos os dias, muito velhas e coçadas. E imagens comuns e fotografias de mulheres, antigas, as fotografias e as mulheres, de avental e braços cruzados, assim meias envergonhadas, com legendas a dizer: móðir. Þórbergur Þórðarson foi um grande grande escritor islandês que trabalhou incansavelmente. A escrever, sim, e a estudar o islandês e o esperanto. Como não ganhava nada com isso teve de trabalhar incansavelmente em tudo o resto que havia, nos campos, na pesca, na construção e na pintura de casas. Passou a vida na mais profunda miséria e acabou por morrer de uma daquelas doenças que aproveitam as debilidades dos homens. Gostei muito dele e vou daqui com uma lista de títulos para procurar e ler. Ainda falámos um pedaço sobre esta propensão dos escritores para a penúria material, é algo relativamente fácil de sentir mas difícil de explicar e ainda pior de resolver. Acho eu. Não sei.

in: diário de viagem: islândia, pp. 105-107
raquel patriarca | oito.abril.doismilecatorze

terça-feira, 17 de junho de 2014

cartas de viagem | reykjavík | islândia

sun-craft em reykjavík - islândia
O 'Sun-Craft' é uma belíssima escultura de Jon Gunnar Arnason que, desde 1986 faz bonito nas margens do Atlântico Norte em Reykjavík. Usa materias modernos, que é o caso deste aço prateado, para fazer uma homenagem às mais emblemáticas construções vikings, que são os drakkars. A palavra viking vem de 'vik' que é sinónimo de baía, enseada ou praia, precisamente porque aquela gente vinha pelo mar fora, desembarcava na dita vik, dava as suas voltas e levava tudo aquilo ao que vinha, e depois abalava para outras paragens. Eram outros tempos... agora é igual, mas mais subtil.
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kaffi loki
O Kaffi Loki é um dos sítios mais bem apanhados da capital islandesa. A comida é magnífica, a vista maravilhosa, as pessoas muito muito simpáticas e o ambiente extraordinário sempre com exposições diferentes (encontrámos uma de quadros em relevo com miniaturas de clássicos da literatura, como se cada um fosse uma pequena biblioteca).Algumas das melhores coisas são os puffs e os livros por todo o lado que convidam a ficar por lá entre o almoço e o jantar e, claro, a decoração em malha.
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íslendingur
A bordo do Íslendingur, o drakkar que, em 2000, fez a travessia do Atlântico, com partida em Reykjavik, na Islândia, rumo a 'Newfoundland' no Canadá, provando a possibilidade de terem sido os Vikings os primeiros a descobrir o continente americano. O Íslendingur mede 22,5 m de comprimento por 5,3 m de largura, pesa 80 toneladas e é lindo, uma verdadeira obra de arte. Foi construído em 1996 (e navegado em 2000) obedecendo às técnicas e usando os materiais dos antigos vikings, num projecto liderado por Gunnar Eggertsson, descendente do grande explorador Leif Eriksson (ca. 970-1020) que desembarcou nas américas 500 anos antes de Cristóvão Colombo.

in: diário de viagem: islândia | pp.
raquel patriarca | março-abril.doismilecatorze
fotografia | miguel ribeiro | raquel patriarca